A recuperação recente do Ibovespa ainda não é o suficiente para indicar que o pior passou para a bolsa brasileira.
Analistas ouvidos pelos CNN Money avaliam que o movimento representa, por enquanto, um repique técnico após as fortes quedas, com espaço ainda para novas correções diante das incertezas fiscais e eleitorais no Brasil, da trajetória dos juros nos Estados Unidos e da volatilidade dos mercados internacionais.
Esse movimento ganhou força no final da última semana. Na quarta-feira (19), o Ibovespa interrompou uma sequência de 11 pregões negativos, beneficiado pelo alívio os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano.
Já nesta sexta-feira (21), o índice avançou 1,85%, aos 171 mil pontos, impulsionado principalmente pelas ações dos bancos, e acumulou alta de 2,44% na sema.
Em entrevista ao CNN Money, Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, afirmou que a recuperação deve ser interpretada como um alívio tático depois de uma dura sequência de desvalorizações, e não como uma mudança estrutural de tendência.
“Esse fôlego comprador foi impulsionado sobretudo por fatores externos específicos, como a atuação do Tesouro dos Estados Unidos na recompra de títulos e a alta nas cotações internacionais das commodities, que acabaram fornecendo um suporte direto e temporário para grandes empresas exportadoras e petroleiras de peso no índice”, explicou a especialista.
