Depois de transformar o tratamento da obesidade e do diabetes, medicamentos como semaglutida e outros agonistas do receptor de GLP-1 começaram a despertar o interesse de uma área aparentemente distante: a oncologia.
Uma das perguntas que estão sendo investigadas é se essas medicações poderiam também reduzir o risco de alguns tipos de câncer, entre eles o câncer de próstata. A hipótese é interessante, e estudos recentes encontraram alguns sinais nessa direção. Mas é importante começar pela resposta que podemos dar hoje: ainda não sabemos se as chamadas canetas emagrecedoras previnem o câncer de próstata e elas não devem ser utilizadas com essa finalidade. O que existe é uma nova e promissora linha de investigação.
O que obesidade tem a ver com a próstata?
Para compreender de onde surgiu essa hipótese, precisamos primeiro falar sobre obesidade. A relação entre excesso de peso e câncer de próstata é mais complexa do que simplesmente dizer que homens obesos desenvolvem mais a doença. As evidências são mais consistentes quando olhamos para formas avançadas e agressivas do tumor.
O World Cancer Research Fund considera provável a evidência de que maior quantidade de gordura corporal aumente o risco de câncer de próstata avançado.
Mitos sobre o câncer de próstata: Cirurgia, impotência e tratamento | CNN Sinais Vitais
Existem diferentes mecanismos sendo estudados para explicar essa associação.
