A hipertensão arterial é uma condição comum durante a gravidez. Uma de suas formas, a hipertensão gestacional, tornou-se substancialmente mais comum nos Estados Unidos, segundo um novo relatório.
A taxa de hipertensão gestacional aumentou 73% entre 2016 e 2024, e mais de 1 em cada 10 mulheres que deram à luz em 2024 apresentaram a condição, de acordo com o relatório publicado em 29 de julho pelo Centro Nacional de Estatísticas de Saúde dos EUA.
Por que essa condição é preocupante, quem corre maior risco e o que as pessoas podem fazer para preveni-la e tratá-la?
Para nos ajudar a compreender as descobertas e o que as pacientes grávidas devem saber sobre essa forma de hipertensão, conversei com a Dra. Leana Wen, especialista em bem-estar da CNN. Wen é médica de emergência e professora associada clínica na Universidade George Washington. Ela já atuou como comissária de saúde de Baltimore.
CNN: O que é hipertensão gestacional e como ela difere de outros tipos de pressão alta durante a gravidez?
Dra. Leana Wen: A hipertensão gestacional refere-se à pressão arterial elevada que se desenvolve durante a gravidez em pessoas que anteriormente tinham pressão arterial normal. Clinicamente, a condição é diagnosticada após 20 semanas de gestação, quando a pressão arterial atinge 140/90 mmHg ou mais em medições repetidas.
Essa forma de pressão alta é uma das várias doenças hipertensivas da gravidez.
