O telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta sexta-feira (21), esvazia o discurso crítico do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), na avaliação do Planalto.
Ao longo dos últimos meses, Flávio tem investido em críticas à relação bilateral mantida por Lula e Trump, afirmando que o presidente brasileiro tem se aproveitado das tensões para obter ganhos eleitorais. O senado alega que o adversário não tem se esforçado o suficiente para resolver divergências como o próprio tarifaço.
No domingo passado (16), no ato oficial de lançamento da campanha presidencial em Copacabana, no Rio de Janeiro, Flávio buscou se posicionar como o único candidato ao Planalto capaz de, na avaliação dele, restaurar uma boa relação do Brasil com outros países, como os Estados Unidos, a Argentina e a China.
Para assessores próximos a Lula, porém, essa ligação do petista com Trump nesta sexta dificulta essa argumentação do concorrente ao demonstrar que o presidente continua com diálogo aberto na Casa Branca. Eles ressaltam, ainda, que o telefonema durou 1h20, duração considerada longa entre chefes de Estado.
Auxiliares de Lula lembram ainda que o presidente brasileiro também conversou por telefone com o presidente da China, Xi Jinping, no final de julho, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no início de agosto, numa demonstração de força e diversidade da atual política externa.
