Primeiro exoplaneta descoberto e catalogado por pesquisadores de WiCOR (Centro de Pesquisa de Origens de Wisconsin) é mais de 2,5 vezes maior do que a Terra, classificado como uma “Mega-Terra” e tem quase 170 milhões de anos.
Identificado a partir do espectrógrafo, objeto que separa radiações eletromagnéticas em diferentes comprimentos de onda e registra espectro final em um detector ou câmera, e de dados coletados pelo Telescópio Espacial James Webb, o chamado GJ 523b é formado principalmente por rochas densas com núcleo massivo.
De acordo com a WiCOR, o exoplaneta é 23 vezes mais pesado que a Terra e 60% do tamanho de Netuno, além de ser considerado pelos pesquisadores como um planeta incomum, pois pode lançar nova luz sobre as formas como os planetas se formam.
Os pesquisadores relatam que a formação do exoplaneta é incomum. Isso porque, normalmente, a formação de um planeta inclui um núcleo rochoso e metais que acumulam uma atmosfera gasosa à base de hidrogênio na superfície.
Grandes planetas do nosso sistema solar, como Júpiter e Saturno, desenvolveram suas atmosferas massivas ao atingirem 20 vezes o tamanho da Terra. Porém, a Mega-Terra não fez esse mesmo caminho.
O artigo que relata a descoberta aborda teorias que buscam entender porque isso não aconteceu com este exoplaneta.
