O Ministério Público do Amazonas (MPAM) participou, nesta quinta-feira (20), das diligências da Operação Labirinto Fiscal, que investiga um suposto esquema de fraude tributária e lavagem de capitais.
A ação, coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), cumpriu mandados de busca e apreensão em Manaus e Tubarão (SC). Segundo a Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina, o esquema pode ter causado prejuízo superior a R$ 500 milhões aos cofres públicos.
A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco/MPSC), em apoio à 6ª Promotoria de Justiça de Criciúma. As diligências ocorreram nos estados de Santa Catarina e Amazonas.
Em Manaus, foram cumpridos mandados de busca e apreensão para recolher documentos, equipamentos e outros materiais que possam ajudar a esclarecer o funcionamento do suposto esquema.
A investigação apura a geração indevida de créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a partir de operações comerciais realizadas entre empresas ligadas ao mesmo grupo econômico.
PF cumpre novo mandado de busca e apreensão contra advogado Nelson Wilians | CNN NOVO DIA
Segundo o MPSC, uma das suspeitas é de que teria ocorrido o superfaturamento de insumos comprados por uma empresa fabricante de produtos de outra empresa sediada em Manaus. Essas operações teriam contribuído para a geração irregular de créditos tributários.
