O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vê um canal de diálogo reaberto e fortalecido com o telefonema realizado entre o mandatário brasileiro e o presidente americano, Donald Trump, nesta sexta-feira (21). No entanto, integrantes do Planalto ainda não descartam uma tentativa de alguma interferência eleitoral.
No caso, não por parte de Trump ou da Casa Branca em si, mas de membros de escalões secundários mais próximos da família Bolsonaro, como o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Portanto, há uma avaliação de que ainda não se pode “baixar a guarda”.
Nesta sexta, Trump perguntou a Lula sobre a disputa, algo que aliados do brasileiro viram como uma “cortesia” por parte do republicano. Lula teria se limitado a dizer que as campanhas já começaram e a defender o sistema eleitoral brasileiro.
A avaliação é de que a conversa protocolar sobre as eleições aconteceria de todo modo, independentemente do presidente do outro lado da linha, sem se estender em minúcias. Até porque, para o Planalto, “Lula não precisa ficar se explicando” ou entrando em detalhes.
Para assessores no Planalto, a ligação dificulta manifestações de Trump sobre o processo eleitoral brasileiro. Ainda assim, existe um receio sobre o que chamam de “redemoinho” nos escalões secundários do governo americano sob influência de Marco Rubio ou outras pessoas ligadas aos bolsonaristas nos Estados Unidos.
