Um juiz federal dos Estados Unidos, Gregory A. Presnell, definiu como fraudulento o registro de imigração norte-americano usado pelo Supremo Tribunal Federal para prender preventivamente, em 2024, o ex-assessor especial para assuntos internacionais do governo de Jair Bolsonaro, Filipe Martins. As informações são da Folha de S.Paulo.
O registro do sistema migratório dos EUA indicava que Filipe havia entrado em solo norte-americano no final de 2022. A possível viagem foi um dos principais argumentos utilizados pelo ministro Alexandre de Moraes para decretar a prisão preventiva do ex-assessor.
Além de classificar o dado como falso, o juiz determinou que as autoridades norte-americanas apresentem comunicações internas e documentos para esclarecer como a informação incorreta foi inserida no sistema e identificar os eventuais responsáveis pelo erro.
Uma auditoria conduzida pelas autoridades de imigração dos EUA já havia revisado a base de dados, confirmou que Filipe Martins não ingressou no país na data registrada e relatou a ocorrência de uma falha grave. Em outubro de 2025, a Alfândega e Proteção de Fronteiras reconheceu oficialmente que o registro utilizado no processo era resultado de uma falha do sistema.
No final de dezembro de 2022, durante uma viagem do então presidente Jair Bolsonaro para os EUA, o nome de Filipe Martins constava em uma lista de passageiros da comitiva.
