A PF (Polícia Federal) investiga uma possível “maquiagem contábil” da Casas Bahia para reduzir ou evitar o pagamento de bônus e premiações a gerentes de lojas. A apuração busca identificar se a varejista manipulou dados financeiros em seus sistemas internos para diminuir a base de cálculo da remuneração variável dos funcionários.
A investigação tem como ponto central o sistema de metas da empresa, que usa o faturamento das unidades para calcular os bônus dos gerentes, segundo informações do portal Metrópoles. A suspeita é de que a Casas Bahia tenha excluído os juros de vendas parceladas desses relatórios, contabilizando apenas o “valor à vista” dos produtos e, com isso, reduzindo artificialmente o faturamento que serve de referência para as premiações.
O caso se desenrola enquanto a varejista enfrenta uma crise financeira de grande escala. Em agosto de 2026, a empresa fechou 298 lojas e pediu recuperação judicial ao Tribunal de Justiça de São Paulo, buscando renegociar dívidas estimadas em R$ 17,3 bilhões.
Sistemas internos sob análise
Entre as ferramentas tecnológicas sob análise da PF estão o PRWEB e o Looqbox, sistemas utilizados pela Casas Bahia para acompanhar metas relacionadas a mercantil, móveis, serviços e crédito próprio. Segundo a investigação, essas plataformas teriam sido usadas para produzir números que não refletem integralmente o faturamento das vendas.
Os investigadores reuniram documentos que embasam a suspeita.
