A empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal (PF) por suspeita de intermediar negócios no Ministério da Saúde em favor de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, criticou em 2023 a possibilidade de tráfico de influência em contratos ligados ao entorno do então presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).
Em entrevista concedida naquele ano, Roberta afirmou que a polícia deveria investigar a realização dos contratos para verificar se houve irregularidades. A própria empresária classificou a atuação descrita como semelhante ao lobby, atividade que ela afirmou ser proibida no Brasil.
“É muito estranho, onde tem Lira, onde tem bolsonarismo, onde tem toda essa gente, a gente sempre fica assustado com a criatividade que eles têm em gerar negócios bilionários e milionários a curto prazo”, disse Roberta na ocasião.
Empresária é investigada pela Polícia Federal
Roberta aparece nas investigações da PF sobre fraudes contra a Previdência Social. Ela prestou serviços, por meio da empresa RL Consultoria, para Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado pelos investigadores como um dos envolvidos no esquema e preso desde setembro de 2025.
A PF apura se Roberta participou da intermediação de pagamentos relacionados às irregularidades investigadas. Também há suspeitas de que recursos recebidos pela RL Consultoria possam ter como destinatário final Lulinha.
