A China respondeu nesta sexta-feira (21) à ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de um “Dia D econômico” contra o Irã, afirmando que sanções não “atendem aos interesses de nenhuma das partes”.
Na quarta-feira (19), Trump prometeu impor “enormes consequências econômicas” aos países que continuassem a fazer negócios com Teerã. Posteriormente, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, instou Pequim a “alinhar-se à estratégia”.
A China acredita que “sanções e táticas de pressão não são a solução”, disse Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, em uma coletiva de imprensa nesta sexta. Jian instou as partes envolvidas a resolverem a disputa por meio de negociação e diálogo, buscando uma solução política.
Pequim é uma fonte crucial de apoio econômico para o Irã, mas tem mantido uma postura diplomática cautelosa em meio ao conflito entre EUA e Irã, mantendo canais de comunicação abertos com atores de ambos os lados. No entanto, quanto à influência que os EUA poderiam exercer sobre a China, as opções de Trump são cada vez mais limitadas.
Além da China, o Irã também condenou o que classificou como uma ameaça “ilegal” de Trump de intensificar a campanha econômica contra Teerã.
Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento iraniano, declarou hoje que Teerã está preparado para “sacrificar nossa riqueza” em defesa da “dignidade e honra” do país, segundo a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim.
