O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta 6ª feira (21.ago.2026), que o governo gostaria de acelerar o ajuste fiscal, mas enfrenta limitações no Congresso. Citou a devolução da medida provisória que restringia créditos presumidos de PIS/Cofins, com potencial de levantar R$ 40 bilhões em receitas.
Em entrevista à GloboNews, o ministro defendeu o gradualismo da política econômica e afirmou que a equipe trabalha para estabilizar e reduzir a dívida pública no longo prazo.
“Se dependesse só da gente, a gente faria mais rápido. Essa sinalização sempre houve”, disse.
Durigan rejeitou a comparação entre o processo de ajuste fiscal brasileiro e o adotado pela Argentina. Segundo ele, o país precisa buscar um equilíbrio entre a velocidade da consolidação das contas públicas e as condições políticas para aprovar as medidas necessárias.
“A Argentina não é um bom exemplo para a gente. A gente tem que buscar o equilíbrio”, afirmou.
CONGRESSO
Para o ministro, o resultado fiscal não depende só de decisões do Executivo. O equilíbrio das contas públicas também envolve o Legislativo e o Judiciário, em discussões sobre despesas e renúncias fiscais.
Ele citou negociações com a Câmara e o Senado e decisões do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal de Contas da União relacionadas ao impacto de benefícios tributários.
DÍVIDA PÚBLICA
Durigan reconheceu que a preocupação do mercado com a trajetória da dívida pública é legítima.
