Entidades que representam produtores de etanol e de cana-de-açúcar divulgaram nesta 6ª feira (21.ago.2026) uma nota na qual “repudiam” a declaração do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) sobre uma eventual revisão da mistura obrigatória de 32% de etanol anidro na gasolina, conhecida como E32. O congressista afirmou na 5ª feira (20.ago.2026) que pretende rediscutir a medida caso seja eleito.
A regra foi aprovada pelo CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) em 14 de julho e passou a vigorar em agosto. A decisão elevou o teor obrigatório de etanol de 30% para 32% na gasolina e deve valer por um período inicial de 180 dias, prorrogável uma vez pelo mesmo prazo. Para que o E32 se torne permanente, será necessária uma nova deliberação do conselho.
A medida foi autorizada pela Lei do Combustível do Futuro, de 2024, que permite ao Executivo fixar o teor de etanol entre 22% e 35%, desde que demonstrada a viabilidade técnica.
Na nota, as entidades afirmaram que Flávio comparou de forma indevida o aumento da mistura à chamada “reduflação” -quando uma empresa diminui a quantidade de um produto sem reduzir proporcionalmente o preço. Eis a íntegra (PDF - 86 kB).
“A afirmação desinforma o consumidor e desqualifica uma política de Estado construída ao longo de cinco décadas, sob governos de todas as orientações -do Proálcool ao RenovaBio e à Lei do Combustível do Futuro”, disseram.
