Dados do Ministério da Saúde enviados ao Congresso Nacional registram 1.121 mortes de indígenas na Terra Indígena Ianomâmes entre 2023 e 2025. Os óbitos estão relacionados a doenças e ao avanço do crime organizado na região.
O número consta em informações encaminhadas ao Legislativo e coloca a crise sanitária Ianomâmes entre os principais desafios enfrentados pelo governo federal na região.
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O cenário também mobilizou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. Ele procurou a presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, Damares Alves, para discutir uma missão ao território Ianomâmes nas próximas semanas. A proposta é acompanhar de perto a situação das comunidades.
Governo contesta interpretação dos dados
Em nota enviada ao Radar, o governo federal contestou a comparação entre períodos e afirmou que os números precisam considerar as condições da assistência de saúde em cada momento.
Segundo o Executivo, entre 2019 e 2022 houve deterioração da estrutura de atendimento, além de subnotificação de doenças e mortes. O governo afirma que unidades e polos-base chegaram a ficar fechados ou destruídos, dificultando o registro dos óbitos.
A gestão federal sustenta que, desde 2023, ampliou o atendimento médico, a busca ativa por pacientes e a vigilância epidemiológica.
