Um estudo realizado por pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e colaboradores, publicado na revista Cell Reports Physical Science, desenvolveu um modelo computacional avançado capaz de monitorar a vida útil de baterias de íon-lítio sem a necessidade de desmontá-las.
Os cientistas descobriram que as oscilações naturais de tensão funcionam como uma espécie de “raio-X” do sistema. Elas podem revelar características microscópicas dos materiais e a velocidade das reações químicas que acontecem dentro da bateria.
A descoberta abre caminho para o desenvolvimento de métodos rápidos e de baixo custo para avaliar o estado de baterias utilizadas no armazenamento de energia.
As baterias de íon-lítio estão presentes em uma grande variedade de equipamentos, como celulares, notebooks, câmeras e ferramentas portáteis, além de veículos elétricos.
Elas também são utilizadas em sistemas estacionários de armazenamento de energia, inclusive para guardar eletricidade produzida por fontes intermitentes, como solar e eólica. Esse armazenamento ajuda a equilibrar a oferta e a demanda nas redes elétricas.
Os íons de lítio entram nas partículas por meio de um processo chamado intercalação, no qual ocupam espaços disponíveis na estrutura do material. É nesse processo que surge a informação que explica o comportamento oscilatório observado pelos pesquisadores.
A carga não se distribui de maneira uniforme por todas as partículas.
