O dólar comercial fechou em queda de 0,93%, a R$ 5,144, nesta 6ª feira (21.ago.2026). A moeda atingiu máxima de R$ 5,18 e mínima de R$ 5,13 durante a sessão. Já o Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta de 1,85%, aos 171.031,73 pontos.
O Ibovespa foi beneficiado pela melhora do ambiente externo. Segundo o economista-chefe e fundador da Forum Investimentos, Bruno Perri, a alta foi sustentada principalmente pelo maior apetite global por risco depois do recuo dos títulos da dívida norte-americana.
O movimento ganhou força com a atuação do Tesouro norte-americano, que recomprou títulos de longo prazo. “Taxas americanas mais baixas, sobretudo essas bem longas, ajudam a melhorar o apetite por ativos de risco com mais oportunidades na renda variável”, afirmou.
Quando ocorre esse movimento de alívio, o mercado demonstra maior disposição para sair de ativos defensivos, sendo o dólar um dos principais. Fatores locais também ajudaram o real a se fortalecer.
No Brasil, Perri afirmou que uma “série de leituras de inflação melhores do que as expectativas, atividade mais fraca do que o esperado” colaborou para o avanço da Bolsa depois de sessões marcadas pela saída de capital estrangeiro da B3. Os operadores enxergam o cenário como mais favorável a novos cortes de juros.
O cenário eleitoral também contribuiu para o movimento.
