Uma sepultura de 400 anos continha o corpo de uma jovem mulher, a lâmina enferrujada de uma foice sobre sua garganta e um cadeado preso ao seu pé, os sinais macabros de uma comunidade aterrorizada com a possibilidade de a falecida ressuscitar.
Arqueólogos desenterraram Zosia, como o esqueleto ficou conhecido, de um local de sepultamento sem identificação em 2022, perto da vila de Pień, no norte da Polônia. O conteúdo macabro da sepultura ganhou manchetes internacionais, e o documentário de 2024 “Campo de Vampiros” acompanhou os pesquisadores enquanto eles recriavam como seu rosto poderia ter sido.
Agora, alguns dos mesmos cientistas publicaram a primeira pesquisa sistemática sobre Zosia, usando DNA antigo e outras análises de ponta, numa tentativa de compreender quem era a mulher, como morreu e por que ela, e talvez outras pessoas enterradas no mesmo campo há cerca de 400 anos, pareciam ter sido temidas como vampiras ou demônios.
“Era incomum haver duas precauções, dois métodos para demonstrar que esse esqueleto deveria ser mantido na sepultura, então o medo de o corpo voltar à vida era maior”, disse Dariusz Poliński, autor principal do estudo publicado em 30 de julho no Journal of Archaeological Science: Reports .
Poliński, professor do Instituto de Arqueologia da Universidade Nicolau Copérnico em Toruń, Polônia, e seus colegas começaram a escavar o sítio arqueológico em Pień, perto de Dąbrowa Chełmińska, em 2005.
