A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição monitora nomes da chamada “terceira via“, mas não vê espaço para avanço de candidaturas alternativas à polarização nas eleições de 2026.
A expectativa de auxiliares do presidente, no entanto, é de que Renan Santos (Missão) termine o primeiro turno das eleições na terceira posição, à frente dos ex-governadores de Minas Gerais e Goiás, Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).
A candidatura de Renan ameaça o espaço de Lula e do senador e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) especialmente entre o eleitorado jovem. Em pesquisas de recrutamento digital, como a Atlas, o empresário lidera as intenções de voto no público de 16 a 24 anos.
O eleitorado jovem foi um dos trunfos de Lula para derrotar o ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022, o PT chegou a fazer campanha para que o público tirasse título de eleitor e fosse às urnas. De olho neste cenário, o mandatário prioriza acenos ao grupo na largada das eleições de 2026.
No primeiro ato de campanha, em São Bernardo do Campo (SP) no último domingo (16), o PT tentou resgatar a figura de Lula “sindicalista”. A estratégia era apresentar o passado do presidente ao eleitor jovem, que conheceu o petista somente após o Palácio do Planalto.
Renan Santos, de partido recém-criado, conta com a fatia mínima do fundo eleitoral e não terá tempo na propaganda na TV e rádio.
