Documentos obtidos pela PF (Polícia Federal) mostram que a lobista Roberta Luchsinger pagou R$ 217.098 em faturas de cartão de crédito, parcelas de financiamento de um carro, apólice de seguro e joias avaliadas em R$ 9,2 mil a Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, então chefe de gabinete de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os pagamentos teriam ocorrido entre fevereiro e novembro de 2024. Conforme mostrou a CNN, a PF teria identificado mensagens com códigos de barras nas conversas entre Roberta e Marcola.
Roberta é apontada pela PF como sócia de Fábio Luís Lula da Silva, filho de Lula, e Fernando Bittar. Os três mantinham um grupo no WhatsApp com o nome de “Musaranhos” em que discutiam projetos junto ao governo federal. As informações foram reveladas pela revista Veja e confirmadas pela CNN.
A PF suspeita que um desses negócios teria como objetivo favorecer a empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que atua com produtos medicinais à base de cannabis, junto ao Ministério da Saúde, facilitando contratos com o governo federal.
Para conseguir ter acesso direto ao Ministério da Saúde, o grupo recorreu a Marcola para conseguir uma reunião com Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo da pasta. A reunião só teria acontecido graças à atuação direta de Lulinha. “Pousei. Vou lá no Berge”, disse Roberta ao filho de Lula em 6 de março de 2024. “Que ótimo. Vai com tudo.
