O El Niño de 2026 caminha para se tornar o mais intenso já registrado, com potencial para provocar eventos climáticos extremos em diferentes regiões do planeta e fazer de 2027 o ano mais quente da história. Segundo especialistas ouvidos pela AFP, o fenômeno deve alcançar uma intensidade sem precedentes em mais de um século.
O El Niño é um fenômeno natural associado ao aquecimento das águas do Pacífico tropical e faz parte do ciclo conhecido como Oscilação Sul-El Niño (ENSO). Ele ocorre quando os ventos alísios, que, normalmente, sopram de leste para oeste, perdem força temporariamente. Com isso, a água quente que costuma se acumular na porção oeste do Pacífico se desloca para o leste e sobe à superfície.
Quando as temperaturas da superfície do oceano permanecem acima da média por alguns meses, elas favorecem a formação de mais tempestades e nuvens na região. Essas alterações, por sua vez, provocam efeitos em diferentes partes da atmosfera global.
“Eventos mais fortes significam que podemos esperar mais desses impactos esperados do El Niño”, explicou Michelle L’Heureux, líder da equipe de ENSO do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), à AFP. Ela ressaltou, porém, que nenhum desses efeitos é garantido.
O fenômeno pode provocar condições mais quentes e secas em algumas partes do mundo e mais frias e úmidas em outras. Alguns impactos já estão sendo observados.
