O conteúdo das audiências sobre Filipe Martins na Justiça Federal da Flórida ganhou acesso e repercussão pública nesta sexta-feira (21) e traz novos detalhes sobre o registro migratório americano usado no Brasil no caso. As informações foram publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmadas pela coluna.
Filipe Martins é ex-assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência no governo Jair Bolsonaro. Ele foi condenado pelo STF a 21 anos de prisão no processo sobre a tentativa de golpe de Estado. Atualmente, Martins está preso em uma unidade prisional em Ponta Grossa, no Paraná; sua prisão atual decorreu inicialmente do suposto descumprimento de medidas cautelares impostas pelo STF.
A transcrição liberada hoje mostra que o juiz federal Gregory Presnell tratou como falso o registro que indicava a entrada de Martins nos Estados Unidos e cobrou do governo americano informações para descobrir a origem do dado e identificar as pessoas envolvidas em sua criação.
A audiência ocorreu em 26 de março de 2026 e faz parte de uma ação movida por Martins contra o Departamento de Segurança Interna e a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos.
Na audiência, Presnell usou uma expressão mais contundente do que a adotada anteriormente pela própria autoridade de fronteira americana. Enquanto a agência havia classificado a informação como um “registro errôneo”, o juiz falou em “registro falso”.
