Uma redução de 15% na força muscular já pode ser um sinal de alerta para a perda de mobilidade durante o envelhecimento, mesmo quando a pessoa ainda apresenta níveis de força considerados normais. É o que aponta um estudo conduzido por pesquisadores da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e da University College London, no Reino Unido. A força medida pelo aperto de mão foi um dos parâmetros utilizados.
A pesquisa acompanhou 4.541 pessoas com 60 anos ou mais durante 12 anos e mostrou que observar como a força de cada pessoa muda ao longo do tempo pode ajudar a identificar precocemente o risco de lentidão na caminhada.
A redução da velocidade ao caminhar é considerada outro indicador importante da saúde na velhice, já que está relacionada ao aumento do risco de quedas, hospitalizações e perda de independência.
Os resultados foram publicados na revista científica GeroScience e fazem parte de uma pesquisa apoiada pela FAPESP.
Aperto de mão funciona como “termômetro”
Para acompanhar a força muscular, os pesquisadores utilizaram a força de preensão manual, medida pelo aperto de mão. O teste é simples e funciona como um indicador da condição muscular do organismo como um todo.
Atualmente, um dos parâmetros utilizados para identificar fraqueza em idosos considera valores inferiores a 27 kg de força para homens e 16 kg para mulheres.
O novo estudo, porém, mostrou que uma pessoa não precisa necessariamente chegar abaixo desses limites para apresentar um sinal de alerta.
