Lençóis Maranhenses visto do espaço
Reprodução/NASA
A imagem divulgada pela Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, que mostra o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses visto do espaço, chamou atenção pela extensão das dunas brancas cercadas por lagoas de águas azuladas e esverdeadas. O contraste entre areia e água levou a agência a definir o local como um “deserto feito de água”.
Apesar da aparência semelhante à de um deserto, os Lençóis Maranhenses não são classificados dessa forma. A principal diferença está na presença de água e no regime de chuvas da região.
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A própria Nasa destacou que, apesar de a imensa área de dunas brancas dos Lençóis Maranhenses lembrar um deserto, a comparação engana. O parque recebe cerca de 125 centímetros de chuva por ano, volume ligeiramente superior ao registrado em Seattle, nos Estados Unidos, e aproximadamente o dobro do observado em Londres, na Inglaterra.
Um estudo divulgado pela Revista Pesquisa Fapesp também aponta o alto volume de precipitação na região. Em alguns períodos, o parque pode receber até 2 mil milímetros de chuva por ano, quantidade considerada elevada para ambientes desérticos. Nos desertos, a baixa ocorrência de chuvas é uma das principais características. Já nos Lençóis Maranhenses, a água tem papel fundamental na formação e na transformação da paisagem.
Lençóis Maranhenses: entenda por que o parque parece um deserto, mas não é
