Uma criança gordinha é algo fofo ou um sinal de preocupação? Estima-se que a obesidade infantil atinja uma em cada dez crianças no mundo. Só no Brasil, são cerca d 32% dos pequenos com esse problema.
O tema foi assunto do “CNN Sinais Vitais - Dr. Kalil Entrevista” de sábado (8). No episódio, Dr. Roberto Kalil conversa com a endocrinologista Claudia Cozer Kali, do Hospital Sírio-Libanês, e a nutricionista Thaís Cardeal Ramos.
Um ponto importante é Cozer ensinando como diferenciar a obesidade de um ganho de peso normal. “Eu costumo falar que a criança tem que pesar menos que os centímetros da altura”, simplifica Cozer. Mas é claro que essa métrica, de modo geral, é bastante individual, já que algumas famílias possuem uma estrutura física maior, considera a especialista.
Existem diversas tentações alimentares que podem agravar a obesidade infantil. Cozer, por exemplo, reforça como, a partir dos 12 anos, a situação se agrava. Já que nessa idade a criança começa a ter mais preferências e seletividades. “A gente vê nesse mundo digital, muitas crianças pedem suas refeições pelos aplicativos, então obviamente, você não pede arroz, feijão, carne e legumes”, explica.
Os ultraprocessados também pedem atenção, reforça a nutricionista Ramos. “Tem muitos ingredientes ali que tornam esses alimentos huperpalatáveis”, considera.
