A inteligência artificial (IA) ajuda a organizar dados e arquivos em hospitais. Mas também atua na prevenção de doenças. Entre as frentes da medicina nas quais essa tecnologia funciona, estão: análise de exames de imagem e o cruzamento de dados em prontuários eletrônicos.
O principal benefício é o ganho de tempo. Identificar alterações invisíveis ao olho humano e antecipar riscos horas antes dos primeiros sintomas, por exemplo, ajuda médicos a agirem de forma preventiva. Essa agilidade é o fator que pode evitar sequelas e salvar vidas.
A janela ocular e o rastreio de doenças invisíveis
A oftalmologia é uma das áreas da medicina onde o uso prático da inteligência artificial está mais avançado. Em exames de retinografia, que fotografam o fundo do olho, os programas conseguem analisar as imagens em menos de um minuto, sem a necessidade de um médico presente na sala.
Na atenção primária à saúde, a ferramenta funciona como uma triagem automática que separa os exames sem alterações daqueles que apresentam sinais de lesões graves, como a retinopatia diabética.
Em entrevista ao Olhar Digital, a médica oftalmologista Marina Crespo Soares, especialista em retina pela Unicamp, explica que essa automação transforma o modelo de atendimento numa estratégia preventiva.
Ao analisar milhares de fotos de forma rápida e padronizada, o sistema identifica os pacientes de maior risco que precisam de atendimento prioritário.
