A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu preventivamente, nesta quinta-feira, 20, os reajustes e os cancelamentos de contratos recentemente anunciados pela Hapvida, de acordo com informações da agência Reuters. A medida cautelar impede a implementação das mudanças e busca assegurar o cumprimento das normas regulatórias e a proteção dos beneficiários.
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Em material de divulgação do balanço do segundo trimestre publicado na semana passada, a Hapvida afirmou ter feito uma análise criteriosa da sua base de contratos. A operadora disse que cerca de 947 mil vidas se enquadravam nos novos critérios, o equivalente a 11% do total de clientes.
"Esse processo se iniciou no fim do trimestre, e, em junho de 2026, cerca de 947 mil vidas se enquadravam nos novos critérios", dizia o documento. "Nos próximos meses, no processo regular de renovação contratual, a companhia entende que, em função dos reajustes necessários para a retomada do equilíbrio econômico dos contratos e/ou da cobrança das faturas em aberto, parte dessas vidas pode ser descontinuada."
ANS apura seleção de risco
A ANS notificou a operadora para prestar esclarecimentos. A agência marcou uma reunião com a Hapvida. A empresa pretende aplicar reajustes de dois dígitos ou cancelar unilateralmente cerca de 950 mil contratos.
O presidente da ANS, Wadih Damous, criticou a proposta.
