O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles afirmou nesta sexta-feira (21), no 25º Fórum Empresarial Lide, no Rio de Janeiro, que o próximo governo precisará adotar políticas mais fortes para o controle dos gastos públicos. Ao comentar as propostas de presidenciáveis para o equilíbrio fiscal, ele disse que o atual arcabouço não oferece sinalização suficiente de ajuste nas contas.
Meirelles avaliou que a perspectiva para o governo que tomará posse em 2027 ainda não indica, de forma clara, uma reversão no controle das despesas públicas. A jornalistas, ele criticou as formulações apresentadas até agora e defendeu a adoção de um modelo mais rígido do que o arcabouço fiscal em vigor.
Segundo o ex-ministro, a proposta de reduzir o crescimento porcentual das despesas de 2,5% para 1,5% dentro do arcabouço é insuficiente. Para ele, seria necessário retomar princípios que embasaram o teto de gastos, mecanismo que limitava o avanço das despesas federais à inflação do ano anterior.
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"Eu acho que precisaria de ser algo mais forte, como teto de gastos, que não tinha crescimento real, previa um crescimento apenas baseado na inflação do ano anterior", afirmou. Na avaliação de Meirelles, se o teto tivesse sido mantido, haveria uma trajetória de queda mais substancial da dívida.
