A China iniciou nesta sexta-feira (21) o maior recall de veículos já registrado no país. Onze montadoras, incluindo Tesla e Xiaomi, anunciaram o recolhimento de quase 4,3 milhões de carros após preocupações de que os mecanismos de abertura das portas possam ser difíceis de localizar ou operar em situações de emergência.
A campanha inclui fabricantes chineses e estrangeiros e ocorre em meio ao aumento da fiscalização sobre o setor automotivo chinês. Entre os problemas apontados estão os mecanismos mecânicos de abertura de emergência, especialmente em situações nas quais uma colisão grave também provoque uma falha no sistema elétrico do veículo.
Por que os carros estão sendo recolhidos?
A principal preocupação está relacionada às maçanetas e mecanismos de abertura das portas. Em alguns veículos, os ocupantes podem ter dificuldade para encontrar ou acionar a abertura mecânica de emergência depois de uma colisão.
Segundo as informações apresentadas às autoridades chinesas, o problema também pode dificultar o acesso de equipes de resgate ao interior dos veículos. Por isso, a maior parte das medidas anunciadas envolve mudanças de software e a instalação de etiquetas para indicar onde estão os mecanismos de emergência.
Nove das 11 montadoras envolvidas instalarão etiquetas de advertência gratuitas para facilitar a identificação das maçanetas. A maioria também fará atualizações de software remotamente, sem a necessidade de levar os veículos a uma concessionária.
