O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, rejeitou um pedido que buscava suspender decisões judiciais relacionadas ao Projeto Potássio Autazes, megaprojeto de US$ 2,5 bilhões em desenvolvimento no Amazonas.
Na prática, a decisão mantém os efeitos de determinações anteriores do TRF-1( Tribunal Regional Federal da 1ª Região) e afasta, por enquanto, uma tentativa de paralisação das atividades de implantação do empreendimento.
O pedido havia sido apresentado pela DPU (Defensoria Pública da União), em favor da Comunidade Indígena do Lago do Soares e da Organização de Lideranças Indígenas Mura de Careiro da Várzea.
Entre as medidas solicitadas ao Supremo estavam a retomada de uma perícia sobre documentos utilizados no processo de consulta indígena e a paralisação de atividades de instalação, terraplanagem, supressão vegetal e outras obras ligadas ao Projeto Potássio Autazes.
Fachin julgou o pedido improcedente em decisão assinada na terça-feira (18).
O ministro entendeu que não ficou demonstrada uma ameaça grave à ordem, à saúde, à segurança ou à economia públicas, requisito necessário para que o STF suspenda decisões judiciais por meio desse tipo de instrumento.
“Trata-se, portanto, de deliberações que não produzem, por si sós, repercussão direta e imediata sobre a ordem, a saúde, a segurança ou a economia públicas”, afirmou o ministro na decisão.
