A ministra Marina Silva durante participação em audiência da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A candidata ao Senado por São Paulo Marina Silva (Rede) criticou propostas de redução da maioridade penal e afirmou que o tema costuma ser explorado de forma populista no debate público. Em entrevista à Jovem Pan, a ex-ministra do Meio Ambiente disse que a medida, por si só, não resolve os problemas da violência juvenil e defendeu a aplicação dos mecanismos já previstos na legislação para adolescentes que cometem crimes graves.
"Esse é um debate complexo e que evoca muitas vezes atitudes populistas que utilizam desse tema simplesmente para lacrar ou faturar em cima de algo dessa magnitude. Um menor que pratica um estupro, pratica um assassinato, é algo muito grave. O estado brasileiro deve ter instituições capazes de fazer a interdição desse menor para que ele não prejudique a sociedade. Essas formas são previstas em lei", afirmou nesta sexta-feira (21).
Questionada sobre seu posicionamento, a ex-ministra disse que "não basta querer fazer a redução" e defendeu a responsabilização de adolescentes com medidas proporcionais à gravidade dos atos cometidos.
Quaest para o Senado em SP: Marina Silva e Simone Tebet lideram corrida
"É preciso que você tenha políticas públicas que interditem esses menores, que esses menores não fiquem soltos na sociedade para criar problemas. E essa interdição é gradativa.
Marina diz que redução da maioridade penal é proposta populista 'para lacrar' e não resolve violência juvenil
