As bolsas globais estavam a caminho de registrar sua maior queda semanal desde meados de julho nesta sexta-feira (21), com a tensão nos mercados globais de títulos mostrando poucos sinais de arrefecimento, enquanto o impasse diplomático no Golfo elevou os preços do petróleo a máximas de um mês e manteve os riscos de inflação em evidência.
Os rendimentos dos títulos do governo dos EUA retomaram sua escalada após a intervenção surpresa do Tesouro na quarta-feira (19), que trouxe um alívio de apenas um dia às vendas desencadeadas por preocupações com a inflação elevada e as pressões fiscais.
O aumento ocorreu mesmo quando o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que poderia aumentar ainda mais as recompras de títulos do Tesouro pelo governo e mencionou a ideia de consolidação fiscal.
Os analistas estavam céticos quanto à sua capacidade de encontrar cortes de gastos suficientes para reduzir seriamente um déficit orçamentário de mais de 6% do produto interno bruto, com as despesas de juros sozinhas neste ano atingindo US$ 1,2 trilhão, enquanto a dívida dos EUA acabava de ultrapassar os US$ 40 trilhões.
Tudo isso fez com que o dólar voltasse a se aproximar das mínimas de três meses atingidas na quinta-feira (20), com a moeda americana caindo quase 1% nesta semana em relação a outras moedas principais.
