Há jogadores que passam pelo clube.
Há outros que se tornam parte da história. E há aqueles raros que se transformam na própria identidade de uma era.
Gustavo Gómez pertence a este último grupo.Desde que chegou ao Palmeiras, em agosto de 2018, o zagueiro paraguaio deixou de ser apenas mais um reforço e se consolidou como o maior campeão da história do clube.
Com 13 títulos no peito, duas Libertadores, três Brasileiros, cinco Paulistas, além de Copa do Brasil, Recopa e Supercopa, Gómez ultrapassou ídolos lendários e isolou-se no topo. É o estrangeiro com mais conquistas, o capitão que mais vezes ergueu taças e o zagueiro com mais gols na trajetória alviverde.Mas os números, por mais impressionantes que sejam, não contam a história completa.
O que realmente define Gómez é a forma como ele joga e como ele vive o Palmeiras.
Dentro de campo, é o xerife. Organiza a defesa, ganha as divididas, sobe para o ataque e decide. Quantas vezes seus gols de cabeça ou de bola parada salvaram o time em momentos decisivos?
Quantas finais ele transformou em conquista com a braçadeira no braço? Ele não apenas defende: ele lidera, exige e entrega.
Fora das quatro linhas, a importância é ainda maior. Gómez é a ponte entre gerações. Viveu a transição de Felipão e Luxemburgo até se tornar um dos pilares absolutos da era Abel Ferreira.
