Uma nova onda de vírus voltada para smartphones com sistema Android ampliou a sofisticação dos golpes bancários no ambiente digital. As ferramentas maliciosas ToxicPanda e GoldDigger ganharam atualizações estruturais que facilitam o roubo de senhas, a captura de códigos de verificação e a realização de transferências financeiras sem que a vítima perceba, apontam novos relatórios.
O avanço mais recente foi registrado pela equipe da Zimperium zLabs, na quarta-feira (19), ao analisar o ToxicPanda 2.0. Em circulação desde 2022, o vírus passou por uma reformulação técnica e expandiu consideravelmente a lista de alvos. Enquanto as primeiras versões atacavam cerca de 16 aplicativos de bancos, o atual modelo contém mecanismos programados para atingir 349 instituições financeiras e plataformas de criptomoedas espalhadas por 16 países.
“Ao abusar do serviço de acessibilidade do Android, os criminosos conseguem roubar todos os elementos da interface na tela, além de utilizar um mecanismo de roubo de credenciais baseado em sobreposição de telas contra 349 instituições financeiras. Em comparação com a versão anterior, a iteração mais recente demonstra uma expansão significativa em seu escopo e em suas capacidades”, afirmou o pesquisador de segurança Vishnu Pratapagiri, da Zimperium.
Fraude na tela
O funcionamento do ToxicPanda ocorre por etapas.
