“Não se esqueçam de mim.” Esse é o apelo desesperado da fotojornalista iraniana Yalda Moaiery, que passou mais de duas décadas documentando a vida sob o regime iraniano, incluindo, mais recentemente, a repressão sangrenta aos protestos de janeiro, o conflito com os Estados Unidos e uma nova campanha de repressão em andamento.
Moaiery, cujas reportagens e fotografias foram publicadas em todo o mundo, tornou-se um alvo e foi condenada, no início deste mês, a 15 anos de prisão por um tribunal iraniano, sob a acusação de realizar “atividades em prol dos interesses do regime sionista contra a segurança nacional”.
Ela pretende recorrer da decisão.
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Mesmo enquanto se prepara para a perspectiva alarmante de passar anos no notório sistema prisional do Irã, Moaiery me disse que continuará a registrar os fatos enquanto puder.
“Não estou disposta a trabalhar inserida nessa estrutura de propaganda”, afirmou ela.
