É pouco provável que a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de um “Dia D econômico” contra o Irã force o país a ceder à sua vontade sem a adesão da China.
No entanto, Trump dispõe de pouca influência sobre Pequim para concretizar isso.
Na quarta-feira (19), o presidente americano prometeu “enormes consequências econômicas” para os países que continuassem a fazer negócios com Teerã.
Desde então, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, reforçou os avisos de Trump, instando a China a “alinhar-se” à estratégia americana em uma entrevista à CNBC na quinta-feira (20).
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Pequim tem sido a tábua de salvação de Teerã, comprando 90% das exportações de petróleo bruto iraniano, segundo dados da Vortexa Analytics citados em uma reportagem da agência de notícias Reuters.
A China não registra a importação de petróleo bruto iraniano em seus dados alfandegários.
É improvável que isso mude agora, especialmente ao observar-se a impopularidade do conflito em curso tanto nos EUA quanto no exterior, e considerando que o líder chinês, Xi Jinping, deve visitar o país no próximo mês.
