A Justiça de Santa Catarina condenou Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, por estelionato e falsa identidade. A 1ª Vara Criminal de Joinville fixou a pena em um ano, seis meses e dez dias de reclusão, além de quatro meses e 18 dias de detenção. A ré cumprirá a pena em regime inicial semiaberto e não poderá recorrer em liberdade.
Amanda usou o nome falso “Gabriele” para se aproximar de uma família no distrito de Pirabeiraba (SC). Um pastor local intermediou o contato. Ela disse ter 18 anos e procurar emprego. Depois, relatou problemas de saúde e dificuldades financeiras. Em seguida, afirmou ter 11 anos e ser vítima de abusos e abandono.
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Amanda alegou ter autismo e disse que sua aparência adulta era resultado do uso forçado de hormônios na infância. Para sustentar a história, usava chupetas, mamadeiras e brinquedos.
A decisão afirma que a fraude garantiu vantagem patrimonial à ré e gerou impactos emocionais na família. O processo tramita em segredo de Justiça.
Família de SC acolheu Amanda por 14 meses
A família a acolheu por 14 meses e pagou moradia, alimentação, remédios e uma festa de aniversário de 12 anos. As vítimas também custearam um tratamento de emagrecimento com Mounjaro. Uma familiar desconfiou da história e encontrou reportagens sobre golpes de Amanda em outros Estados. A família acionou a polícia no fim de maio.
Os agentes prenderam a mulher em 2 de junho, na casa das vítimas.
