A adoção de IA nas empresas brasileiras avançou significativamente nos últimos anos, saindo de ferramentas de produtividade individual para aplicações com impacto direto nos resultados de negócio.
Segundo análise da vice-presidente da AWS na América Latina, Paula Bellizia, durante entrevista ao programa “É Negócio“, no CNN Money, a curva de adoção começou a partir de 2022, impulsionada pela ampla disponibilidade de ferramentas individuais.
“A gente já passou dessa fase”, afirmou.
Atualmente, cerca de 95% das empresas que declaram usar inteligência artificial já apontam para resultados concretos de negócio, segundo a executiva.
Bellizia descreveu 2025 como o ano das provas e pilotos, marcado pela cautela das empresas em relação à escala e à mensuração de impacto.
“O que a gente tem visto em 2026 é uma liderança para essa direção, de realmente adotar inteligência artificial“, destacou.
Os setores financeiro, de saúde e de manufatura - especialmente no desenvolvimento de software - estão entre os com maior avanço.
A executiva revelou que, em 2024, a empresa passou a utilizar agentes de IA de forma massiva em seu ambiente interno de desenvolvimento, o que resultou em uma economia equivalente a 4.500 anos de trabalho em linhas de código e gerou uma redução de custos de US$ 260 milhões.
Outro exemplo citado foi o do Grupo Elfa, descrito como uma das maiores empresas brasileiras ligadas a itens de saúde.
