As guerras não atingem só as pessoas, só as fábricas, os edifícios, as pontes, as usinas e diversos outros complexos industriais que viabilizam a vida nas cidades, estas também vítimas dos ataques inimigos.
As guerras atingem também os livros, destruindo-os, queimando-os, como fez Hitler com inúmeras bibliotecas de judeus. É impressionante como a força dos livros incomoda as ditaduras. Será porque eles formam consciências que não se submetem à servidão?
Agora, neste ano de 2026, o Instituto Ucraniano dos Livros denunciou a destruição de mais de dez milhões de livros, de quase 300 bibliotecas e a danificação de depósitos de livros, reduzindo tudo a cinzas.
As editoras atingidas estão pedindo socorro internacional para reporem seus estoques. Até julho passado, 906 bibliotecas foram afetadas pelos bombardeios soviéticos.
Há algum tempo, fiz referência numa crônica, sobre a destruição de bibliotecas e museus de Bagdá, feita pelos bombardeios americanos, na ocasião da invasão do Iraque. Foram crimes praticados, não só contra os iranianos, mas também contra toda a humanidade.
A bibliografia sobre esse tema, em geral, está repleta de obras que relatam atos de vandalismo contra os livros. Lembro-me, no momento, de três: Livros em chamas: a história da destruição sem fim das bibliotecas, de Lucien X. e Polastron; Fahrenheit 451, de Ray Bradbury; e O infinito em um junco, de Irene Vallejo.
