O núcleo da inflação ao consumidor do Japão acelerou em julho em relação ao ano anterior uma vez que as empresas repassaram os custos crescentes das importações decorrentes da desvalorização do iene e da guerra entre os EUA, Israel e o Irã, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (21), reforçando os argumentos a favor de um aumento da taxa básica de juros pelo banco central.
Esses dados estarão entre os fatores que o Banco do Japão analisará em sua próxima reunião de política monetária, nos dias 17 e 18 de setembro, quando se espera que ele eleve sua taxa básica de juros de 1% para 1,25%.
O núcleo do índice de preços ao consumidor, que inclui itens relacionados à energia mas exclui os preços voláteis dos alimentos frescos, subiu 1,8% em julho na base anual, em linha com a previsão.
Esse aumento seguiu-se a uma alta de 1,6% em junho e permaneceu abaixo da meta de 2% do Banco do Japão pelo sétimo mês consecutivo, devido em grande parte ao efeito dos subsídios governamentais destinados a conter os custos dos combustíveis.
Analistas preveem que o núcleo da inflação vai acelerar para além da meta do Banco do Japão nos próximos meses à medida que se amplia o repasse dos custos das matérias-primas, o que levou a um aumento acentuado na inflação no atacado.
