O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça na 5ª feira (20.ago.2026) a manutenção da prisão preventiva da influenciadora Deolane Bezerra e dos demais réus da Operação Vérnix. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC, o Primeiro Comando da Capital.
No pedido, o MP-SP afirmou que o esquema estava dividido em 3 frentes: a decisória, integrada pelo líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e Alejandro Camacho, irmão de Marcola; a operacional e a financeira, da qual Deolane faria parte. Eis a íntegra do pedido (PDF - 342 kB).
No documento, assinado pelo promotor Lincoln Gakiya, o MP-SP afirma que a influenciadora seria “a principal integrante do núcleo financeiro, verdadeiro caixa da organização criminosa, praticando atos de ocultação e dissimulação de valores de origem ilícita por meio de contas vinculadas a ela ou às suas empresas, além da conversão de tais valores em bens de elevado valor econômico”.
O requerimento foi apresentado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, porque a lei exige a reavaliação da necessidade de manutenção da prisão preventiva a cada 90 dias.
De acordo com o Gaeco, os elementos que serviram de justificativa para a prisão preventiva de Deolane continuam válidos. Entre eles, a garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal.
