A candidata Marina Silva (Rede-SP) afirmou, durante sabatina ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, que uma eventual exploração de petróleo na Foz do Amazonas deve ser precedida por estudos ambientais aprofundados e ressaltou que a decisão sobre avançar ou não com a atividade não cabe ao Ministério do Meio Ambiente nem ao Ibama.
Questionada sobre os possíveis impactos ambientais da exploração na região, Marina fez uma distinção entre áreas da Margem Equatorial onde a atividade petrolífera já ocorre e a Foz do Amazonas, que classificou como uma frente nova e ainda pouco conhecida.
“No caso da Margem Equatorial, que a gente precisa fazer uma ressalva, um recorte: a Margem Equatorial, ela tem uma parte de exploração de petróleo que já está consolidada na Bacia Potiguar, e a Foz do Amazonas é uma frente nova, uma complexidade sem tamanho porque é de longe a bacia menos conhecida”, afirmou.
Marina lembrou que o processo de licenciamento para a prospecção na região passou inicialmente por uma empresa privada e, posteriormente, pela Petrobras. Segundo ela, a autorização foi negada em duas ocasiões, durante os governos de Michel Temer e Luiz Inácio Lula da Silva.
“A licença é um processo técnico e, num governo republicano, ela não pode sofrer interferências políticas”, declarou. A candidata acrescentou que, durante suas gestões no Ministério do Meio Ambiente, os pareceres técnicos eram inseridos diretamente no sistema, independentemente do resultado.
