Visite a página de SarneyDeus me concedeu a graça de ter três filhos e uma esposa que me ajudou a conduzi-los pela vida, sem maiores dificuldades, senão as preocupações comuns a todos os pais para fazer com que um ser humano dê os primeiros passos pela vida e aprenda, assim, a mover-se por si mesmo.
Hoje tenho muitos netos e bisnetos e olho para o mundo com certo temor, pois na época em que criava meus filhos, embora com tantas atividades na carreira política e na vida literária, da qual nunca fiquei apartado, além de contar com Marly, sempre muito atenta às necessidades para a criação de um bom ser humano, tinha absoluta certeza de que, quando estavam em seus quartos, eles realmente ali se encontravam, e não em algum outro lugar do mundo, como é hoje a situação dos pais, que sofrem sem saber como lidar com esse novo passaporte que a humanidade descobriu de poder, a todo instante, se deslocar entre as nações sem gastar nada, apenas alguns toques no teclado ou até mesmo o som da própria voz.
Foi com muita perplexidade e apreensão que li a história da morte da jovem de 13 anos, na semana passada, na plataforma digital, que se soma a tantas outras que vêm acontecendo no mundo, lentamente, dentro de suas casas, já que sua morte foi consequência de outras tantas mortes que a criança fora tendo ao longo de dias de conversa com estranhos pelo computador, até chegar ao ponto de que essas tantas mortes se transformaram em uma, a definitiva. E é esta última que nos choca.
