A investigação virou. Quatro anos depois de agentes do FBI entrarem em Mar-a-Lago para procurar documentos sigilosos mantidos por Donald Trump, o Departamento de Justiça agora quer ouvir justamente autoridades ligadas à operação realizada em 2022.
Investigadores procuraram, nas últimas semanas, atuais e ex-integrantes do FBI envolvidos na busca realizada em agosto daquele ano na residência de Trump em Palm Beach, na Flórida. Por enquanto, é importante fazer uma distinção: ninguém foi acusado nesse novo caso. Os pedidos são para entrevistas voluntárias, e não intimações. Ainda assim, a mudança de direção é politicamente explosiva.
A investigação é conduzida na Flórida e supervisionada por Joe diGenova, aliado de longa data de Trump que retornou ao Departamento de Justiça em abril. O objetivo da apuração, segundo as agências, é tentar determinar se Trump foi vítima de uma conspiração criminosa contra seus direitos por parte de autoridades que participaram das investigações contra ele.
E o alcance dessa investigação parece estar aumentando. Até agora, boa parte das perguntas estava concentrada em um episódio muito anterior: a resposta do governo americano à interferência russa na eleição presidencial de 2016 e a avaliação produzida pela comunidade de inteligência dos Estados Unidos sobre essa interferência. Agora, a operação de Mar-a-Lago também entrou na mira.
Para entender o peso disso, é preciso voltar a 8 de agosto de 2022.
