Relatórios recentes da Polícia Federal (PF) mostram que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi citado como beneficiário indireto de articulações feitas por Roberta Luchsinger, empresária e lobista. O objetivo era facilitar contratos para fornecimento de medicamentos à base de canabidiol ao governo federal.
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As informações vieram à tona em reportagem publicada nesta quinta-feira, 20, pela revista Veja, que teve acesso a documentos da investigação. Os dados foram confirmados de forma independente pela Folha de S.Paulo. Lulinha está no centro de três inquéritos atualmente em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).
Lulinha como peça-chave em negociações
Segundo os documentos, Roberta Luchsinger mencionou Lulinha como peça decisória em projetos que buscavam mudanças legislativas e contratos públicos. “As comunicações indicam que Fábio é mencionado por Roberta Luchsinger como referência decisória nos projetos discutidos", afirma a PF. "Ele foi indicado como beneficiário indireto das articulações conduzidas por terceiros em seu nome.”
Além disso, a Polícia Federal identificou mensagens de Roberta que mencionam a necessidade de Lulinha deixar o Brasil até junho de 2025, período em que ele se mudou para a Espanha.
