A concentração no mercado de terminais de contêineres pode superar 80% caso uma das atuais incumbentes do Porto de Santos vença o leilão do Tecon Santos 10, mesmo que haja desinvestimento, de acordo com estudo da GO Associados.
Gesner Oliveira, sócio da GO Associados e ex-presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), contesta a interpretação de que a saída de uma empresa do terminal portuário seria suficiente para reduzir os riscos concorrenciais.
No estudo, o cenário estudado é em caso de vitória da Maersk ou da MSC, que hoje administram o BTP (Brasil Terminal Portuário) em sociedade. Os cálculos demonstram que em caso de vitória de qualquer um desses armadores, o índice de concentração seria maior que 80%.
Tendo em vista esse cenário, Oliveira aponta que o faseamento do leilão, como determinado pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), seria a melhor solução para evitar essa concentração e que não há risco de falta de propostas em uma primeira fase, como é defendido por alguns agentes do mercado.
Recentemente, mais um grupo internacional se mostrou interessado na disputa do megaterminal de contêineres, a Abu Dhabi Ports (AD Ports), um dos principais grupos logísticos dos Emirados Árabes Unidos.
Outras empresas que têm mostrado interesse nas etapas prévias do leilão, além dos grupos que hoje operam contêineres no Porto de Santos (MSC, Maersk e DP World), são a chinesa Cosco, a filipina ICTSI e a JBS.
