Sua nova abordagem é uma espécie de saída honrosa depois de ele não ter conseguido bombardear a República Islâmica até fazê-la se render, nem convencê-la a retomar as negociações nucleares com incentivos previstos em um memorando de entendimento. É a mais recente e vertiginosa reviravolta em um conflito que já produziu mais mudanças táticas e reversões de rumo do que é possível contar.
O presidente interrompeu todas as conversas com o Irã, e a CNN informa que sua equipe disse a aliados políticos que ele está se acomodando a uma guerra de desgaste econômico que, segundo ele, vai destruir a economia iraniana e obrigar o país a capitular.
“Agora, acho que a situação está muito boa”, disse Trump na quarta-feira (19) sobre uma guerra que ele declarou ter vencido depois de alguns dias, mas que agora já entrou em seu sexto mês.
Em uma publicação posterior nas redes sociais, ele prometeu reprimir qualquer país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais ofereçam qualquer tipo de suporte ao Irã. Ele escreveu: “Contrabando de petróleo, linhas de swap, transferências de dinheiro, casas de câmbio, registros de navios, empresas de fachada, tudo isso precisa parar AGORA.”
“Vocês sabem quem são”, acrescentou o presidente.
Muitos analistas duvidam que o regime revolucionário de Teerã, conhecido por impor forte repressão e dificuldades econômicas à população civil, recue em sua luta existencial contra os EUA.
