A National Beef, operação da MBRF nos Estados Unidos, conseguiu manter margem positiva no segundo trimestre de 2026 mesmo diante de um dos cenários mais desafiadores para a indústria de carne bovina americana.
A operação registrou margem EBITDA (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) de 0,7% no período, após alcançar 1% em 2025, enquanto concorrentes já operam no vermelho e começam a fechar unidades.
O desempenho ganha importância em um mercado marcado pela menor oferta de gado, pela a capacidade instalada e pela consequente pressão sobre as margens dos frigoríficos. Para Tim Klein, CEO da operação América do Norte da MBRF, o atual movimento faz parte de um ciclo pecuário que historicamente leva empresas menos eficientes a reduzir ou encerrar operações.
Segundo Klein, o fechamento de unidades de outras indústrias frigoríficas é justamente um dos mecanismos de ajuste do mercado. “O ciclo atual é consistente com ciclos anteriores”, afirmou o executivo, ao explicar que a menor oferta de animais, combinada ao excesso de capacidade da indústria, comprime as margens e tende a acelerar o fechamento de plantas até que a capacidade de processamento fique mais alinhada à oferta de gado.
A Tyson Foods já fechou três unidades de carne bovina em 2026, incluindo a planta de Joslin, em Illinois, e colocou uma quarta unidade à venda. A JBS USA também encerrou o abate em Souderton, na Pensilvânia.
