Uma equipe de pesquisadores encontrou na Índia uma rocha que pode conter sinais de algumas das formas de vida mais antigas já identificadas na Terra.
O material possui aproximadamente 3,5 bilhões de anos e apresenta camadas de carbono e sílica que, segundo os cientistas, podem ser restos de comunidades de microrganismos que viviam no planeta durante o Paleoarqueano, segundo informações do portal Phys.org.
A descoberta aconteceu no Cráton de Singhbhum, no leste da Índia. A rocha analisada é um tipo de formação conhecida como chert, rica em carbono e composta por camadas finas que se repetem ao longo do material. Os pesquisadores acreditam que essa estrutura pode ter sido formada por tapetes microbianos, comunidades compostas principalmente por bactérias e arqueias.
Como os cientistas identificaram os sinais de vida
Encontrar evidências de vida tão antiga é uma tarefa difícil. As rochas mais antigas da Terra passaram por processos de aquecimento, deformação e alterações químicas que podem modificar suas características originais. Por isso, os pesquisadores precisam diferenciar possíveis sinais biológicos de estruturas produzidas por processos puramente geológicos.
A equipe mapeou e coletou amostras de uma camada de chert rica em carbono. Dentro da rocha, os cientistas encontraram estruturas microscópicas formadas por camadas alternadas de sílica e material carbonáceo.
