O navegador e escritor Amyr Klink, 70, tentou não influenciar as filhas a trilhar o mesmo caminho que o dele. Mas as coisas não seguiram como ele imaginava.
À CNN Brasil, ele contou que não esperava que Tamara Klink, sua primogênita, se tornasse velejadora e escolhesse a solidão da vida em um embarcada.
“Tudo que eu podia fazer para ela não ser navegadora, acho que fiz. Deu tudo errado. Eu sei que a gente acaba, sem querer, com experiências que são legais, inspirando outras pessoas. E ela se inspirou a ser navegadora, para nosso desespero”, disse.
Ele ainda contou que, quando estava em sua missão de travessia do Oceano Atlântico Sul, sentia saudades da família, mas que encara esse sentimento como uma coisa boa.
“Tinha uma bruta saudade, mas é saudável. Conheço famílias e amigos que moram parede com parede e não sentem falta. Minha família sempre acompanhou o que eu estava fazendo, onde eu estava, em qual latitude, em qual oceano, se no Ártico, se na Antártica… Dá saudades, mas imagina que tristeza quem não tem saudade”, disse.
Com 28 anos, Tamara está navegando sozinha pelo Ártico e já fez outras expedições, que começaram pela travessia do Oceano Atlântico: saindo da Noruega e chegando ao Brasil, em 2021. Atualmente, é uma das principais vozes sobre a fragilidade do clima e do gelo marinho.
