O pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, uma das maiores redes de lojas de móveis e eletrodomésticas do Brasil, vai além da crise do modelo de negócios do varejo.
Reflete, também, a combinação de juros em dois dígitos travando modelos de negócios há mais de quatro anos e a renda das famílias comprometidas cada vez mais com dívidas, beirando a inadimplência - o que deixa o crédito ainda mais caro.
A isso, também se soma a proliferação das bets, que têm promovido dívidas no CPF de pessoas que buscam nas apostas o dinheiro para pagar boletos - mas que acabam acumulando um passivo incompatível com suas rendas.
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De ponta a ponta: Por um lado, varejistas veem o crédito caro tornar o custo financeiro de realizar investimentos, manter o fluxo de caixa e rolar dívidas ainda mais caro. Por outro, as famílias, cada vez mais endividadas, ficam com a renda cada vez mais comprida para comprar bens duráveis, em um desestímulo ao consumo no varejo.
